| Eu e meu filho, amor incondicional. |
Logo fui chamada pela enfermeira, e já estava sentada na sala do parto. Uma sala de azulejo azul quadradinho, aquele bem comum nas cozinhas antigas. Tinha 2 janelões que iam de canto a canto da parede lateral, onde eu conseguia avistar o céu lá fora. Ainda bem que neste dia estava fazendo um dia de muito sol, fiquei imaginando como seria triste ficar deitada numa sala cirúrgica avistando um temporal lá fora.
Tomei aquela picadinha de borrachudo na espinha, e senti um "geladinho" correr pela coluna abaixo, foi o tempo do gelado passar que já não sentia mais minhas pernas.
Meu obstetra chegou. Passam uma bucha na barriga, depois limpam com pano, aí sinto um risco passar, minha pressão começou a cair. Fui ficando com medo, um pânico eu acho. Aí levei uma injeção de alguma coisa que me fez voltar. Minha pressão ficou normal e o choro passou.
Mandam chamar a minha mãe, sabia que estava chegando a hora de ver meu filho!
Quando minha mãe entrou, aquela sensação de proteção me deixou mais segura, e é claro, mais a vontade de chorar mais um pouquinho. Rs.
Não é aquele choro de dor, ou de tristeza, era um choro diferente. Choro de emoção, choro de amor, choro de felicidade.
Aí escutei o Dr. falar que estava chegando a hora dele nascer. Pediu pra minha mãe levantar, e já escutei o chorinho dele.
O Ravi nasceu naquele momento, ás 8:14. O pediatra enrolou ele num pano verde e trouxe ele do meu lado. Nem chorando ele estava mais.
Esse é o momento mais lindo, puro, mágico! Meu filho era perfeito! Branquinho, de cabelos claros, olhos puxadinhos e uma boquinha linda.
Nessa hora nada mais importa. Me senti a mais linda MÃE.

